terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

fogo lento


hoje aceno a todos os que um dia vi
e despeço-me de quantos nunca conheci.
é que hoje sou apenas
a ninfa que se mascara de adamastor
para se esquecer de amar,
o rouxinol que se serve do corvo
para poder gritar,
a clepsidra que naufraga nas suas águas
para saber respirar
hoje sou tão só o Homem
em fogo lento a arder
à espera de acontecer
sabes o que hoje me apetece?
espreguiçar-me nos braços do frio,
e deitar-me cedo no quarto vazio
(talvez a tua ausência me colha a dormir…)

3 comentários:

  1. No quarto frio mas capaz de tocar a eternidade...

    Sombra

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  2. Há de tocar o presente e que ele seje "eterno" enquanto dure...

    Luz

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