sexta-feira, 22 de outubro de 2010

todos os caminhos

duy huynh, dreamers meeting place
(imagem sugerida pela cristiana, amiga paulista que, com artes alquímicas, sabe vencer o tempo e esconder o mar, esteja em espanha, no brasil ou na argentina)

há uma pedra que ensina a loucura.
sentou-se nas escadas do tempo
cansada de esperar pelo dia
que esqueceu o rosto
(mas, então, não somos o próprio tempo?...).
ninguém explica a memória
ou a subverte,
mesmo que usando bocas pequenas
com beijos de fogo
e sémen de girassóis.

pudesse eu entrar na parede da tua casa
adornar o teu jardim
pudesse eu apoiar-te o cansaço
agarrar-te o suor
pudesse eu esconder-te o desencanto
ou segurar-te a pele a estalar...

é a cura pelo desejo
é o desejo sem cura

ainda assim,
apesar de a árvore ter mirrado a meio caminho do céu
os nomes dos loucos são tão verdadeiros como as pedras.

(àqueles que não conhecem a verbo desistir;
àqueles que fazem do verbo resistir a primeira pedra da casa...
mesmo que em silêncio)


interpol, all of the ways

84 comentários:

  1. Existem pedras que podem gritar.

    Eu acho...


    Adorei. perfeito demais!!

    Bom final de semana querido

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  2. ju,
    não há perfeição como a da pedra. sabe resistir e permanecer. eu acho :)
    um beijinho e um óptimo fim-de-semana!

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  3. Jorge, meu poeta amigo,

    Construí meu espaço com as pedras que fui colhendo no caminho. Essas que me ensinam à loucura, que me curam de desejo, desejo sem cura. Pedras que são o próprio tempo. Vc, meu doce amigo, sem sombra de dúvida é uma das pedras que coloquei na base e, ainda que no silêncio, me faz resistir.

    Fiquei extremamente tocada pelo poema.

    Bjs e bom fds, meu querido

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  4. pedra que ensina a loucura e os nomes dos loucos, todos os caminhos se inventam, a memória e o tempo - dois materiais que não ouso castigar,


    abraço

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  5. querida ira,
    todos nós somos todas as coisas (todos os nomes, como dizia saramago); nossos passos são todas as pedras. as que gritam e as que silenciam a voz, mas que, num ou noutro registo, permanecem.
    obrigado pelo carinho; guardo-te, também, no (re)canto dos deuses.
    um beijinho!

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  6. amigo assis,
    no teu comentário está a essência do texto. e eu, então, não ouso nem desejo castigar. porque todos os elementos que ali respiram simplesmente são e sendo, sou-o eu, também, sem euforias... sem mágoas ou ressentimenbtos...
    um abraço!

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  7. É perfeito! Perfeito em dizer das razões e desrazões, ou de se saber imperfeito em explicar a memória e o tempo e apenas fazer-nos sentir. Permanência e impermanência... Como História que se tatua na pele...
    Profundo como as Minas. Há tanto que se extrair no concentrado desse poema, que li e reli e assim ele permanecerá, intacto e indecifrável [pedra] como o tempo e a memória.
    Precioso! Belíssimo!

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  8. mai,
    como agradecer-te o arrepio das palavras?... acabo de as tatuar na pele!
    um abraço com a mais profunda admiração!

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  9. Lindíssimo, meu grandioso poeta!
    Puro encantamento...
    Pura magia...
    Enorme abraço, querido!

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  10. zelita,
    a generosidade das tuas palavras só encontra eco no teu talneto.
    um forte abraço!

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  11. "(...) embora eu insista, como um desses besouros que voam às cegas e chocam-se com violência contra a parede apenas para cair e recomeçar, em um esquema obtuso (...) de tentativa e erro em que os erros pouco ou nada parecem sofisticar as subsequentes tentativas".

    (Os fios da memória, Adriana Lisboa, p. 17, Ed. Rocco)

    Lembrei-me desse trecho da Adriana quando li teu post.

    Desistir.
    Eu só conheço a burrice suicida do verbo IN(sistir).

    Eu e Luísa esperamos voltar mais inspiradas. Apesar do nosso talento para a infelicidade e nossa coleção de Woody Allen, ainda acreditamos em mãos estendidas e colos sem fim.

    Beijo, Jorge. :)

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  12. amigo Jorge

    Só consigo dizer-te que cada vez que entro no teu blog, eu revivo, eu resonho...
    É como se o mar inteiro entrasse dentro de mim e me navegasse.
    Eu só me deixo ir e tu me levas.
    saudades

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  13. Enlouquecer em versos para esquecer que sou humana não é desistir, é?

    Abraço, poeta!

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  14. Resisto... não desisto! Insisto... em silêncio se preciso for... permaneço como o tempo! Pedra... louca... seja como for! Na casa da minha vida... o desejo não tem cura e a memória vive solta... me liberta.

    Jorge Querido... suas palavras são como pedras em meu coração... outras vezes, elas bailam e flutuam em minha alma... grata.

    Beijo com carinho
    Sil
    Sempre aqui

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  15. in.sistamos, pois, luísa e vanessa.
    espero-vos por cá sempre com ternura nos braços!
    um beijo para ambas!

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  16. amiga cristiana,
    saudades que nem o teu jeito alquimista consegue resolver :)
    um abraço!

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  17. enlouquecer em versos deve ser o gesto mais humano (e humanista) de todos quantos conheça, analuz.
    um beijo!

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  18. querida sil,
    é entre a tensão e a flexibilidade que tanto de nós se joga... a pedra e a loucura lançam os dados sabendo que ambas obtêm o mesmo resultado no poker viciado do ser...
    um beijinho terno!

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  19. Ai, amigo!
    Acredita que esse poema mexeu tanto comigo, que não encontro as palavras???

    Deixe-me ir com minhas emoções...

    Prá você deixo um beijo.

    Cid@

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  20. Jorge, amei seu blog! Você é um escritor maravilhoso... Serei sua seguidora!
    Eu, tempos atrás conhecia muito bem a palavra desistir, hoje em dia resistir é a primeira pedra da casa!
    Querido, um beijão e um ótimo fim de semana.

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  21. Jorge, querido, outra pérola nessa mar de poesias...

    Seu poetar me encanta! E resistir tem sido a minha pedra da vez, cantada, sobretudo, com os meus silêncios.

    (Bela imagem, Cris!) :)

    Beijos

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  22. Jorge,
    há pedras e pedras…

    Gosto da pedra que tem o nome dos loucos, pois só neles habita a clareza indiferente às marcas do tempo; só neles continua intacta a memória onde vive o rosto que persiste agarrado a esse beijo; só neles se alimenta o "desejo sem cura"...
    E empilhadas em muro de jardim são as pedras que protegem os loucos do mundo à sua volta, permanecendo no silêncio dos que “fazem do verbo resistir a primeira pedra da casa”.

    Gosto de encontrar pedras que me ensinam a loucura dos versos e hoje encontrei (mais)uma pedra, Jorge, a pedra preciosa da tua poesia! :)
    Acredito que em cada um de nós habita uma pedrinha que só enfraquece quando se encosta à ternura de uma outra pedrinha...

    Beijinhos, poeta!

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  23. poderoso este post!
    o silêncio da pedra é esmagador...

    as tuas palavras o cerne,
    e a ilustração que nos transporta para um ambiente celestial, e puro... contrastando com a música quase fria e intrigante (assim a senti, mas pode não ser)- adorei o contraste sentido.
    e adorei o texto
    Beijinho amigo!

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  24. Lindo o seu escrito.
    E digo-o BENDITO!
    Bendito o seu poema,
    suas palavras
    que me inspiram.

    Suas pedras me fascinaram
    Me fascinam!
    Algumas delas eu peguei
    e a Maraláxia eu ladrilhei.

    Usei parte de suas pedrinhas
    tão brilhantes
    Lááá... na Maraláxia.

    Olhe, olhe lá: http://seriax.blogspot.com/2010/10/pedra-e-rosa.html

    Obrigada, meu amigo e grande poeta.
    E, mais uma vez, parabéns!
    Com carinho
    Rosa de Fátima

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  25. Jorge,
    loucos somos todos nós buscando
    o desejo infinito que não sacia.
    Será que nos tornamos " loucos de pedra"
    em busca de um sentido ? De um abrigo ?
    Do verdadeiro EU ?

    Feliz com seu comentário.
    Obrigada pelas palavras de incentivo.
    Beijo

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  26. cid@, querida,
    espero que o texto tenha mexido no bom sentido... há, lá, uma mensagem de esperança, ainda assim...
    um beijinho, doce amig@!

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  27. maria,
    que bom que a chave do texto vive na tua porta.
    um beijinho e um agradecimento sincero pelas tuas palavras-carinho!

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  28. amiga dos silêncios (e minha também :)),
    pois, não importa que a resistência se escreva com sol, sal ou fel; que borrate o sangue ou a tinta, que escorra no vinho ou na água, por entre gritos ou silêncios; importa, sim, que contorne todos os caracteres do alfabeto numa gravidez que nos rebente nas mãos e nos guie o olhar.
    um beijinho com infinita ternura!

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  29. jb,
    entre metáforas e referentes, a pedra é o ícone maior da vida que germina.
    guardo comigo as pedras preciosas que são gravadas com o mais nobre dos aparos: a poesia que cruzamos nestes olhares breves; guardo, ainda, comigo as pedras (literalmente) que me acompanham nalguns dos momentos mais marcantes da minha vida. umas recolhidas, outras oferecidas... na galeria está o muro de berlim, che guevara e hemingway, a primeira viagem a londres, entre tantas outras...
    um abraço com a força da resistência que só as nossas pedras podem garantir!

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  30. amiga andy,
    interpol não é uma banda; é uma pleíade de poetas que, na boa tradição de joy division, embalam a melancolia em acordes cinzentos. daí essa aparente frieza, que contrasta com a não menos ilusória solidez da pedra, da casa. já duy huynh é o sonho que, de tão extremado, quase toca a caricatura do desejo... e porque se esboroa por entre os dedos, arrasta-nos consigo...
    um beijinho e um óptimo fim-de-semana!

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  31. querida fátima,
    acabo de ver a tua pedra e rosa: "vivo em arranjos tão florais / e morro / nas lápides sepulcrais"; como as pedras calçam os nossos pés e emolduram os nossos passos... mesmo que com rosas nas mãos...
    um beijinho!

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  32. celamar,
    aquele que não sabe se é louco de pedra é alguém que não se resigna à trivialidade dos dias. compra combates contra moinhos de vento e, mesmo tomando-os por castelos, acredita nas razões da sua demanda. é essa a sensação mais próxima da plenitude que consegue almejar...
    um beijinho!

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  33. "Não somos o próprio tempo?"

    Se o tempo é uma invenção nossa, uma verdade inventada, então ele não existe. E os criadores, existem?

    Belíssima imagem e em perfeita sintonia com a divagação dos versos e da música.

    Um beijo!

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  34. Estalei numa leitura sinuosa, contornei pedras e sinto-me saciada.

    Beijo!

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  35. Lindos seus versejar! Já estou ficando por aqui!

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  36. o tempo é todos os caminhos que escolhemos...
    o tempo é a pedra que os delimita...
    o tempo é a loucura de quem os percorre...
    um beijinho, lívia!

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  37. larinha,
    pois, acaso a água não brota da mais recôndita das pedras? :)
    um beijo!

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  38. michelle,
    estendo-te os braços e acolho-te nesta viagem. bem-vinda a bordo!
    um abraço!

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  39. "pudesse eu entrar na parede da tua casa
    adornar o teu jardim
    pudesse eu apoiar-te o cansaço
    agarrar-te o suor
    pudesse eu esconder-te o desencanto
    ou segurar-te a pele a estalar..."
    Dizer mais o quê? Belíssimo!!!!
    bjs

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  40. verdade, mesmo em silêncio, estamos em sintonia. nalgum remoto ponto, nossas pedras se encontram, já que da lucidez não somos fregueses...

    não resisto aos seus escritos!

    beijo, meu parceiro.

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  41. é uma loucura de pedra
    que dentro da mente
    pesa tanto quanto
    um coração ausente.

    forte abraço,
    meu amigo e grande poeta.

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  42. stella,
    mesmo que no limbo que nos balança entre a derrota e a resistência, há sempre o desejo conjuntivo, mais ou menos secreto, de alimentar a esperança. "pudesse eu"...
    grato pelas palavras meigas. um beijinho!

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  43. amiga cris,
    o verbo é, em nossas mãos, a gota frágil que humedece a loucura e a poesia. na pauta líquida, a certeza de que a escrita é tão verdadeira como o silêncio...
    não resisto aos teus escritos lá e aos teus comentários cá, parceira de lira sempre afinada.
    um beijinho!

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  44. domingos, poeta e amigo,
    como, por vezes, a pedra pesa, oh, se pesa... ainda assim é verdadeira como a matéria de que é feita. valha-nos isso.
    um abração!

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  45. Saudade

    Ah, querido amigo Jorge, um dia a saudade me fará buscar uma caravela e ir redescobrir Portugal...

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  46. querido Jorge,
    há palavras que nos calam
    há palavras que nos arrepiam a pele
    há palavras que fazem nosso coração parar um instante, para depois disparar
    há palavras que nos fazem sentir na garganta o sal da lágrima que ainda não escorreu do olho
    e há palavras que nos despem da casca e fazem tudo isso de uma só vez
    como estas tuas me fizeram...

    [para mim, a pedra só perde para a água, que além de resistência, tem resiliência]
    um beijo, amigo poeta!

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  47. querida amiga cristiana,
    alvíssaras para o vento que um dia sopre tuas velas mitigando a saudade.
    um beijinho!

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  48. querida andrea,
    e sobre todas as palavras, as pessoas, aquelas que nos ensinam todos os caminhos. como tu!
    um beijinho com ternura!

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  49. As pedras tocam e conhecem o chão, as montanhas são feitas de pedras. As pedras podem transformar-se em pó, podem adornar túmulos, fertilizar jardins e algo mais, pedras podem chegar muito longe, dependendo da mão que atira.
    Sempre é encantador chegar aqui.

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  50. Toda a pedra com o tempo...vira pó...
    Beijo d'anjo

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  51. janaina,
    as pedras podem ser tudo... e nada nada. como nós, afinal...
    um beijinho!

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  52. "toda a pedra como tempo... vira pó..."
    mas, ainda assim, antes ou depois da erosão, conserva a verdade... como os loucos e os poetas.
    um abraço, anjo!

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  53. querida amiga laurita,
    far-te-ia uma vénia, também, se hoje não tivesse acordado com uma tremenda dor de pescoço. aiaiai... ainda assim, mesmo na verticalidade, faço reverência à tua poesia!
    um abraço!

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  54. pedra que sonha poder voar. pedra de esquecer. pedra de lembrar. pedra de resistir - ou revestir. essencial em qualquer construção - poemas de pedra me fazem sorrir. :)lindíssimo, jorge. tuas imagens são geniais. beijo!

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  55. Olá Jorge,
    simplesmente, lindo!
    um beijo.

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  56. nydia,
    umas vezes somos a pedra-construção, outras a pedra de esquecer. numas ou noutras, sejamos sempre a pedra-verdade.
    obrigado!
    um beijinho!

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  57. hehehe... com Patrick? ainda fica a suspeita!
    Mas tantas coisas aconteceu... Se eu tivesse beijado patrick, não estaria falando hoje aqui! Nem escrevendo! Nada termina, a vida é efêmera!

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  58. olá, vais,
    encantado por teres gostado!
    um beijo!

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  59. absolutamente verdade, michelle.
    tendo lido os dois segmentos de patrick, fiquei com essa firme convicção; apesar do anúncio do fim, a sensação é a do eterno recomeço.
    um beijo!

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  60. ...sublime...
    Gostei de te ler...de conhecer este belo espaço!
    Um beijo

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  61. Nossa, Jorge, o tempo tem me tirado o Tempo da Poesia...Acabei de te ler, com atraso, e parei de lamentar por esse excesso de razão, excesso de lucidez que literalmente me enlouquece. Era dessa embriaguez que eu precisva, essa coisa tão louca e bela que você me traz toda vez que o leio. Nem quero sair...quero reler. Vou reler. Imprimir e fazer do poema a minha oração desses dias. Belíssimo, meu caro.

    Beijos

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  62. que coisa mais bela é tua escrita
    estou fascinada

    beijos

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  63. Lá acima, vc dizia a sua amiga Ira:
    " todos nós somos todas as coisas, todos os nomes."
    Ja dizia um homem- Saramago.
    Sou alegre, mas hoje trago o gosto amargo
    de uma pequena dor.
    Tropecei em uma pedra
    Tentando resgatar a flor.

    Obrigada pela visita na Maraláxia
    Com carinho
    Rosa de Fátima

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  64. queridos amigos,
    não me é, presentemente, possível responder individualmente a cada um, como habitualmente sucede e como gosto de fazer. a partilha do espaço poético deve ser intimista e pessoal, mas o espectro do tempo e da sua falta nem sempre o permitem (afinal, não somos nós o tempo? :)).
    agradeço a todos e a cada um, desta forma, o carinho da visita, a cortesia das palavras dispensadas, o calor dos comentários.
    um beijo, tânia, romantic, katrina, laura, pequena poetisa e fátima!

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  65. Muito belos os poemas.

    Voltarei para mais visitas.

    ;)

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  66. Compreendo, sim, Jorge...O tempo, sempre ele...
    Bjos

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  67. isadora,
    que aqui te sintas bem é o que desejo!
    um abraço!

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  68. querida tânia,
    acabei de ter uma reacção intempestiva face ao tirano; insurgi-me contra o seu controlo abusivo e reclamei tempo para poder passar no teu/nosso "roxo-violeta". disse que depois cobraria (é sempre assim, chantagista, este nosso amigo chronos); não me importei e encolhi os ombros, despreocupado. em boa hora o fiz! belíssimo texto, o teu, lá.
    um beijinho imenso!

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  69. Acredito que a beleza, Jorginho, é do mundo do iverossímel. Não porque seja mentira, mas porque pertence à imaginação... Que fazer quando o dia já não dorme e não conseguimos escorrer pelas frestas das coisas?
    A pedra ensina a loucura da permanência "tranquila", mesmo que esta seja apenas aparente...
    Loucura maior talvez seja não enxergar nela as marcas, os efeitos do que é tempo, do que é guerra contra tantas eras.

    Beijos...

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  70. querida pólen,
    como todas as idealizações, a beleza é etérea, efémera e egoísta - porque a projecção do que valorizamos no outro. já a pedra, ainda que sob o risco da erosão, aponta à permanência tranquila, real, efectiva, mesmo que por entre areias finas e movediças... loucura maior será desejar num mundo só a beleza da/na pedra...
    um abraço!

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  71. Ótimo blog! Pousei aqui pesquisando imagens do Duy Huynh. Já coloquei teu endereço em minha lista, para voltar outras vezes. Parabéns pelos ótimos textos!!! Abraços alados azuis.

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  72. Gostei bastante da imagem, do texto e da música, porém, sou a criadora do verbo desistir.

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  73. analuka,
    só agora vejo a tua participação aqui. agradeço-te com alguns dias (talvez mesmo semanas) de atraso :)
    um beijo!

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  74. como falante da língua, conheço todos os verbos. acho que alguns é que me não conhecem a mim...
    um abraço, andressa!

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