domingo, 12 de setembro de 2010

etiquetas III

I. a morte da escrita
porque escrevo,
sei
como a chuva te abre
e a mim apenas encharca.

porque escrevo,
decidi:
hoje canto o azul
num aparo sem tinta.

albufeira de vilarinho das furnas (gerês)


II. metamorfose regressiva
vá,
as águas verdes
que desprendem a língua
enquanto permaneces só,
sentado à porta,
jamais serão tuas.

vá,
varre as pedras da cabeça
e sai.

entre mundos (gerês)


III. anagrama
escondeu o seu nome
debaixo da pele.

não imaginava que um dia perdesse
a memória…
e o vinho perdeu
os lábios.

trilho na geira romana (gerês)

IV. colírio azul
enquanto deus
castiga os olhos
a fogueira arde
nas linhas do nome.

apenas colírio azul
entre sombras.

albufeira de vilarinho das furnas (gerês)

51 comentários:

  1. uma tetralogia poética desesperada. o verde e o azul sabem a tinto amargo.
    abraço, poeta!

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  2. Belíssimo Jorge.

    Estabeleceu-se uma sinergia perfeita entre poesia e imagens.

    Convidativas a uma trilha digna de aclamarmos como mágica e percorrida por palavras de extremo encanto.

    Me senti enfeitiçada!

    Um beijo!

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  3. Amanheci com as "etiquetas" presas na minha retina...
    Fico imaginando o que se passa na alma do poeta para escrever essas coisas que sinto como tão tangente à pele.
    A memória dos meus olhos guardará por um bom tempo o encanto por ler estes versos agora.

    Um cheiro, querido!

    P.S. As imagens são lindas.

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  4. inspiradíssimas as suas etiquetas, poeta. reverberam lirismo e também melancolia, como um dia vestido de nuvens e sombras sob o sol. a força da escrita está na sua morte anunciada, que nunca se realiza por completo por força dialética entre o que finda carrega o germén do renascimento,


    grande abraço

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  5. na espera do arco-íris, até o tinto perdeu a melanina e secou na base do copo. desesperadamente...
    um abraço, ribeiro!

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  6. lívia,
    o gerês é uma das serras de parque natural/nacional peneda/gerês, aqui no norte de portugal. há dias estive lá com colegas de escola a preparar uma actividade. não resisti a uns cliques fotográficos. poesia, feitiço, encantamento são apenas alguns dos seus atributos.
    um beijinho!

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  7. pólen,
    estas etiquetas eram apenas apontamentos que estavam presos à roupa, do lado de dentro da pele. juntei-lhes o encanto do que está do lado de fora: o gerês. fico sensibilizado que tenhas gostado e, sobretudo, que digas que as guardarás na memória ocular.
    um forte abraço!

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  8. olá, assis,
    ainda estou com a morte anunciada da escrita a bailar-me na cabeça. mortes, talvez, num corropio em torno do relógio que perdeu os ponteiros como se apenas o que pomos no interior do círculo seja passível de ser vivido... ou de ter de morrer. a escrita, por exemplo, em carrosséis de viagens que recomeçam antes mesmo de terminarem...
    sempre especial a tua visita, amigo assis!
    um forte abraço!

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  9. Colírio é tua poesia para minha alma.

    Em qualquer nuance, seus versos sempre me deixam em transe...

    Beijos degradê, amigo/amado/parceiro/poeta!
    (Com ph)

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  10. querida cris,
    que dizer então da tua presença aqui, das parcerias poéticas, do teu carinho e amizade? isso, sim, colírio a que olhos nenhuns sabem resistir.
    um beijinho!

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  11. Meu poeta amigo,
    em cada poema
    há extrema beleza
    (imagens, ritmo
    e sobretudo aquele vasto
    tom da tua alma)

    Forte abraço,
    (ainda me deleitando
    aos clarins dos teus versos)

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  12. domingos,
    poeta das mil e uma sensações, que bom ter-te por aqui.
    um forte abraço!

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  13. jorgíssimo,
    postei duas vezes no seu ultimo post, mas o "guga" parece ter sequestrado minhas palavras.
    vmos lá, ver se desta vez consigo tatuar alguma coisa aqui.
    no que leio que " o vinho perdeu
    os lábios", remeto minha memória àquela belissima canção "memórias de um beijo", no exato momento em que o compositor dá a saber:
    (...)
    Quem foi, que matou o desejo
    E arrancou o lábio ao beijo
    E amainou os vendavais (...)

    bonito, né?
    como seus poemas.

    abraço dominical deste seu amigo, o

    r.

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  14. querido amigo,
    este "guga" anda biruta (esta palavra do léxico do português do brasil é uma delícia, verdade? :))! deixa para lá. tu estás sempre presente (eu é que nem por isso; este recomeço lectivo tem sido de arrancar a pele).
    nem de propósito: sabes o que estou a escutar neste exacto momento? trovante. ora aí está o polígrafo (transcrito directamente): "não nos venham pedir contas, não venham pôr-nos regras, sabemos que os nossos dias não vão ser gastos assim"!
    um forte abraço!

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  15. Jorge, ave rara em palco, sempre numa pré-estreia, suas asas são lâminas a arriscar este meu olhar, para uma investigação aos quatro elementos que atinge o âmago em fases de lua. Assim, exposta a carga elétrica e a perder em ganho todas as minhas malas com suas iniciais gravadas de voz narrativa vibrante e arrebatador; corpo, alma e espírito, a perceber-me na arte mais claramente do processo de forma ajoelhada e do ciclo da vida em chamado.

    Fabuloso o campo que percorres.

    Abraços

    Priscila Cáliga

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  16. querido amigo, etiquetas perfeitas com fotos que dizem tanto [ou seria o contrário?]...ah, os dois ;)

    mas a morte da escrita ficou em mim:
    "porque escrevo,
    sei
    como a chuva te abre
    e a mim apenas encharca"

    e hoje, que chove aqui, e não sei se a chuva me abre ou apenas me encharca, mas sei que minha pele arde, desprovida de qualquer barreira que a proteja.

    e tua poesia é sempre alento e encanto para minha alma.

    beijo, amado poeta!

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  17. priscila,
    o encantamento mora aqui sempre que me visitas. percorres os textos com a mão nua, como se a navegação poética fosse sempre assim, distante da costa mas perto das estrelas.
    admirável a tua leitura; admirável o modo como a poetizas; admirável a tua escrita poética que, em comentários certeiros, subalternizam os textos que lhes servem de mote.

    um abraço!

    jorge

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  18. querida amiga andrea,
    belíssima observação a tua; é o texto a etiqueta da imagem ou o contrário? sempre que temos ambivalências, ou correspondências, é sempre tão difícil encontrar o ponto de partida e a chegada... as etiquetas surgiram enquanto esperava num consultório médico; as imagens apareceram depois de uma viagem com colegas ao gerês, a fim de prepararmos uma actividade escolar de âmbito internacional. aparentemente, não existe relação entre umas e outras, mas na essência consegui perceber o que as ligava (e devo admitir que, num precesso de reafinação textual, procurei a sua aproximação às imagens).

    a morte da escrita é apenas uma reflexão matizada pelo estado de espírito; a escrita pode matar, como pode ferir, aniquilar, mas também alentar, afagar e até redimir. a chuva não cai sobre nós eternamente, verdade, querida amiga?
    um beijinho com saudades!

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  19. Olá, Jorge.

    Que sequência magnífica de poemas! Não dá pra escolher um... estão todos belíssimos! Parabéns!

    Abraço,
    Patrícia Lara

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  20. patrícia,
    ainda bem que gostaste; são apenas etiquetas verbais :)
    um beijinho!

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  21. Jorge, sua pena levava ao olhar de águia, banho profundo, à foz do lamber-me os dedos e com alacridade saltar da cama e folhear na cabeceira o que está no diário de uma paixão o manuscrito permanente do pano preparado para pintura. A visão do azul atrelado como a cor do sangue em pauta à taça no envolvimento em novas construções e abstrações intelectuais da recomposição. Da primeira luz do amanhecer para extração do sagrado, do profético e do sistematizado o que fora arrazoado e entregar os resultados na tela do que voejado se captura em sabor e habilidade do desabrochar de uma gardênia, da menina-mulher quando a lua não negou existência ao campo surreal: receptividade à música em pele, com a mão nua, pétala por pétala despida no chão com a voz de trovão do universo letrativo em forma de asas, o reino do vomitado o que luta a favor do mar rubro não separar, mas remodelação como as estrelas do céu, que longe, sempre incansável retorna à porta da espera para recriar novas partituras, ideias à escultura firmada em sonhos e desejos chegados e realizados, pois o ato de teia no telhado cintila-se pelo doce poema em imagem para o tempo, ao fundo da história contada, da consciência tramitar e correlatar o instinto e visualizar a essência do versejar em olhos que se tocam o olhar de maio que rasga a pele em releituras indeléveis.

    Abraços ave raríssima.

    Priscila Cáliga

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  22. priscila,
    são códigos supralinguísticos aqueles que aproximam e apartam aquele que escreve do que lê; para lá das palavras, há rasgos, empurrões, suor, saturação, cansaço... que saltam dos contornos de tinta para assumirem as cores que se desprendem da gramática dos homens - aquelas que se restauram na gramática que um deus, quase analfabeto, conseguiu invocar, talvez porque no gesto se escondia a ternura pueril. e o homem fez-se homem e esqueceu-se do que é ser menino. a palavra fez-se ordem e perdeu a noção da poesia. a vida fez-se imortalidade... e acabou por morrer sem nunca conhecer o frio da cova escura.
    um beijinho, canteiro de viço raro!

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  23. Querido Jorge...às vezes reclamamos tanto do que perdemos com o advento da internet, principalmente em se tratando da relações íntimas. Mas não há como não se render à benção do encontro de tantos poetas, concedida justamente por essa ferramenta...estou aqui lendo outra vez o teu verso "hoje canto o azul num aparo sem tinta", e me vejo arrebatada. E isso é lindo. A morte da escrita aqui retratada trará outros tantos versos, meus e de todos nós que te lemos maravilhados, esteja certo...Bjos, muito carinho.

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  24. cris,
    acabo de passar no teu trem da lira (http://tremdalira.blogspot.com/) onde me reencontrei com um universo verbal acima dos demais que, ainda para mais, associas ao meu nome: "ode ao poeta".
    um agradecimento especialíssimo, ninfa da poesia!
    um beijinho com admiração!

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  25. daniela,
    impossível não concordar contigo. apesar de alguns inconvenientes a que a internet (como tudo) necessariamente nos induz, só a possibilidade de patrocinar o encontro de tanta gente que se sente ligada pela forma mais próxima da idealização genesíaca (a verbal e, especialmente, a poética) é motivo bastante para a ela nos rendermos incondicionalmente.
    obrigado pelas palavras sempre tão gentis!
    um beijinho azul em aparo sem tinta!

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  26. Nossa, essa postagem toda (etiquetas e imagens), ficou tão linda, amigo!

    A primeira, me remeteu à Clarice Lispector, e te deixo aqui, algo que talvez já conheças, mas que sempre é bom relembrar:

    "Minhas desequilibradas palavras são o luxo de meu silêncio.
    Escrevo por acrobáticas e aéreas piruetas.
    Escrevo por profundamente querer falar.
    Embora escrever só esteja me dando a grande medida do silêncio."

    Tenha uma ótima e iluminada semana.

    3 beijinhos mineiros prá você: Um do lado direito, um do lado esquerdo, e o terceiro novamente do lado direito (para dar sorte).
    Se a pessoa não é casada, o mineiro diz "que é prá casar"...rs

    Direto de Minas Gerais,

    Cid@

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  27. Jorge, poetíssimo!

    Essas fotos me lembraram uma cidade do estado do Rio de Janeiro chamada Penedo, um lugar bucólico, até de beleza melancólica, mas e tão próxima a tua poesia.
    Eu, que não tenho teu verbo sinto-me constrangida a pequenos dizeres, mas arrisco sempre, pois me tocas o coração.
    Diante desse verde tão azul a gente perde a memória, o vinho dos lábios e será que somos sombras? ou parte ínfima dessa paisagem?
    Adoro-te na mais linda lígua. A do coração!

    P.S. mais uma sintonia, o vinho.

    Bjs e boa semana, meu poeta amigo

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  28. "hoje canto o azul
    num aparo sem tinta"

    Porque o que vejo é mais convincente que
    qualquer traço que o entendimento me permita.

    "não imaginava que um dia perdesse
    a memória…
    e o vinho perdeu
    os lábios"

    Por entre os caminhos quando cais e no entorno das costas...

    Não canso de ler isto!

    Beijos e cheiros, Jorge.

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  29. Etiqueta, pequena ética, aforismo, cápsula de salvação medicamentosa... etiquetas, aqui, são poemas de gente grande... se "o vinho perdeu os lábios", não sei bem, mas marcou...

    Forte abraço, Jorge Pimenta! :)

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  30. Escreves porque, mesmo com todas as palavras que já usaram, tens uma sentimento novo, uma forma nova de me rasgar, enquanto tu só te arranhas.

    Lindos, todos!

    Beijo.

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  31. olá, querida amig@ cid@,
    desculpa só agora replicar, mas os dias têm sido tão absorventes... fico sempre encantado com a tua visita, mas ainda mais desta vez, pois trazes contigo ilustre companhia: lispector. espero que ela não se sinta mal com a pobreza do registo que por aqui paira :)
    claro que aceito os teus beijinhos mineiros; de resto, replico-os da mesma forma; se na vida já há tantos revezes, há que nos batermos pela sorte, verdade? :)

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  32. querida ira,
    esse mundo que é nosso (embora tantas vezes não nos sintamos seus) tem paisagens admiráveis que, todavia, só fazem sentido se ligadas às telas dos afectos humanos. por isso se ligam de modo indelével à palavra e, em especial, à palavra poética, aquela que nos arranca da voz os gemidos tímidos que, como o bom vinho, escorregam em direcção às mãos que os saibam segurar... e são tão poucas...
    um beijinho, doce amiga!
    p.s. falavas da tua poesia em tom menor; crê-me que a sinto verbo polido pela plaina do coração. ler-te é obrigatório, para mim (e para tantos mais).

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  33. pólen,
    e como me sinto bem por saber que as etiquetas, aqui pousadas, ainda com cheiro a nafta e os olhos cansados da escuridão de um qualquer roupeiro, ainda têm algum préstimo. obrigado por este carinho especialíssimo!
    um beijo sentido!

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  34. na minha terra diz-se que o vinho que marca/pinta é o carrascão, aquele que é forte como o bagaço, mas ao qual falta o travo refinado. espero que não seja o caso destes poemas no impacto com o teu universo leitor, hehe!
    um forte abraço, francisco!

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  35. oh, larinha,
    por vezes a escrita também me marca, por sobre e sob a pele. in.evitável, verdade?
    um beijinho!

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  36. jorge, meu precioso,

    então, emocionamo-nos.... sua poética é um referencial pra mim. tome esta ode, como parte pequena, da grande admiração e afeição que lhe tenho.

    um beijo mitológico!

    cris-tal.

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  37. querida amiga cris, a tal,
    emocionei-me ao ler o teu texto, sim, não há como (tão pouco por que) escondê-lo. as palavras que me dedicas estão muito para lá do merecimento; ainda assim, se a poesia que por vezes me foge das mãos tocar alguns dos que a leiam, não poderei sentir-me poeticamente mais realizado.
    um beijinho, amiga e companheira de versos e reversos!

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  38. Jorge

    Vou daqui emocionado com a excelência do poema, bem doseado com as fotos do nosso Gerês.

    Abraço,

    António

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  39. Senti cada poema mais doloroso que o outro.

    A mim, tua caneta (sem tinta) rasga, e teu poema encharca.

    ...
    bj
    Rossana

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  40. caro antónio,
    a excelência é mesmo a do nosso gerês e a da tua agradável passagem por aqui. quanto aos poemas, apenas desabafos sob a forma de etiquetas.
    um abraço!

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  41. rossana,
    a poesia não tem de ser dolorosa, mas não raras vezes agarra-se àquilo que nos marca seja favorável, seja negativamente, assim se convertendo em espaço de sensações agridoces de vida (sublinho o eufemismo).
    independentemente disso, aquilo que a torna genuína e válida é a capacidade de suscitar reacções nos outros, particularmente se estas forem extremadas. sempre que a poesia rasga e encharca, o poeta sorri.
    um beijinho!

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  42. Amigo, bebi tanto das palavras como das fotografias, tudo belíssimo!

    ainda não conheço o Gerês...
    é sempre repousante ler-te!
    Beijinho

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  43. Jorge,



    Frestas e estações [ou viagens de luz e sombra, bem etiquetadas]: porque escreves.







    Abração.

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  44. Nossa, Jorge,
    que lugar!!!!
    maravilhosas as fotos

    E dos poemas, das poesias
    etiquetas que se nos grudam à pele
    aos olhos, aos sentires

    parabéns!
    um abraço prati

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  45. Um conjunto de fotos magnificas...onde reina a belaza das tuas palavras...
    Beijo d'anjo

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  46. Boa tarde, Jorge.

    Hoje, no meu regresso à escrita (não há leitura que essa continuou), apenas para dizer do encanto de te ler e de mergulhar nas ruinas afogadas nas lágrimas da memória choradas em Vilarinho das Furnas através do teu olhar.

    Abraço

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  47. ola sabia maneira,
    de enriquecer um poema ,
    em belas imagens descritas com
    sentimento e subtileza
    beijos adorei
    boa quinta

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  48. Ah, isto é pura inspiração!!! Que homem tão bafejado com as letras!! ''qualquer peça de roupa cai bem no corpo da tua mente!''

    Que dizer? Basta-me silencio ou o silencio por hoje...

    beijo

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  49. Que possamos seguir, em tons de azuis e verdes, fazendo poesia. Que beleza, Jorge! beijos.

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  50. queridos amigos e nautas de todas as viagens,
    a todos agradeço a presença e o carinho. prometo retribuir assim que a nau retome o curso que lhe está destinado.
    um forte abraço para todos!

    p.s. jad, é um prazer renovado saber-te de volta.

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